Estado de Choque

​O Choque circulatório, também conhecido como Estado de choque, é uma emergência médica caracterizada pela incapacidade do coração e vasos sanguíneos de irrigar todos os tecidos do corpo com oxigênio e fontes de energia suficientes. A capacidade das trocas entre o sangue e os líquidos dos tecidos se darem é dependente da pressão do sangue dentro dos vasos: a pressão arterial.

Não confundir com o choque psicológico, que é uma reação dissociativa aguda a uma situação estressante traumática.

Causas:

As causas podem ser várias: traumatismo externo ou interno, perfuração súbita de órgãos, emoção, frio, queimaduras, intervenções cirúrgicas, etc. Dentre elas temos:

  1. A causa mais frequente são as hemorragias abundantes, especialmente após eventos de trauma físico.
  2. A desidratação que ocorre com privação de água ou em períodos de grande calor, especialmente em idosos e crianças, que não bebem suficiente água para compensar as perdas no suor.
  3. Na sequência de vômitos ou diarreia repetidas com perda de muita água e eletrólitos, como em algumas doenças, das quais a cólera é a mais grave.
  4. Hemorragias digestivas, altas como úlceras gastroduodenais ou varizes esofágicas ou baixas como nas doenças intestinais inflamatórias.
  5. Após queimaduras graves, pois a pele que impede a evaporação excessiva de líquidos corporais é destruída.
  6. Íleo: a obstrução intestinal com sequestração de água para o lúmen do intestino.

 

Principais Sintomas:

  • Pele pálida, úmida, pegajosa e fria. Cianose (arroxeamento) de extremidades, orelhas, lábios e pontas dos dedos
  • Suor intenso na testa e palmas das mãos
  • Fraqueza geral
  • Pulso rápido e fraco
  • Sensação de frio, pele fria e calafrios
  • Respiração rápida, curta, irregular ou muito difícil
  • Expressão de ansiedade ou olhar indiferente e profundo com pupilas dilatadas, agitação
  • Medo (ansiedade)
  • Sede intensa
  • Visão nublada
  • Náuseas e vômitos
  • Respostas insatisfatórias a estímulos externos
  • Perda total ou parcial de consciência
  • Taquicardia
  • Septicemia

 

Tipos:

O choque cardiovascular possui muitos tipos, sendo estes:

  • Choque hipovolêmico: causada por pouco volume de sangue, por exemplo por hemorragia digestiva prolongada, hemorragia traumática grave ou desidratação. A perda de sangue leva à caída perigosa da pressão arterial.
  • Choque distributivo: incapacidade de distribuir o sangue adequadamente, associado a problemas em regular a pressão arterial, este tipo é subdividido em 3 subtipos:
  1. Choque séptico: pode ser causados pela disseminação bacilos gram-negativas que produzem endotoxinas como Escherichia coli, Proteus sp., Klebsiella pneumoniae, por cocos gram-positivos como pneumococos e estreptococos ou por fungos em imunossupremidos (fungemia). Causam vasodilatação dos vasos de forma inapropriada;
  2. Choque anafilático: causado por uma reação anafilática severa a um alérgeno, antígeno, fármaco ou proteína estranha causando a liberação de histamina que causa vasodilatação generalizada, levando a hipotensão e aumento da permeabilidade capilar.
  3. Choque neurogênico: o sistema simpático regula a frequência cardíaca, então a lesão do sistema nervoso impede os nervos cardíacos adrenérgicos e colinérgicos de regular a frequência de acordo com a necessidade.
  • Choque cardiogênico: causada pela incapacidade do coração de bombear o sangue adequadamente, por exemplo, por infarto do miocárdio, arritmia, miocardiopatia ou valvulopatia.

 

Primeiros Socorros:

Em caso de choque circulatório as seguintes ações devem ser tomadas:

  1. DEITE A VÍTIMA: A vítima deve ser deitada de costas. Afrouxar as roupas da vítima no pescoço, peito e cintura e, em seguida, verificar se há presença de prótese dentária, objetos ou alimento na boca e os retirar. Os membros inferiores devem ficar elevados em relação ao corpo. Isto pode ser feito colocando-os sobre uma almofada, cobertor dobrado ou qualquer outro objeto. Este procedimento deve ser feito apenas se não houver fraturas desses membros; ele serve para melhorar o retorno sanguíneo e levar o máximo de oxigênio ao cérebro. No caso de a vítima estar inconsciente, ou se estiver consciente, mas sangrando pela boca ou nariz, deitá-la na posição lateral de segurança para evitar asfixia.
  2. RESPIRAÇÃO: Verificar quase que simultaneamente se a vítima respira. Deve-se estar preparado para iniciar a respiração boca a boca, caso a vítima pare de respirar.
  3. PULSO: Enquanto as providências já indicadas são executadas, observar o pulso da vítima.No choque o pulso da vítima apresenta-se rápido e fraco (taquisfigmia).
  4. CONFORTO: Dependendo do estado geral e da existência ou não de fratura, a vítima deverá ser deitada da melhor maneira possível. Isso significa observar se ela não está sentindo frio e perdendo calor. Se for preciso, a vítima deve ser agasalhada com cobertor ou algo semelhante, como uma lona ou casacos.
  5. TRANQUILIZE A VÍTIMA: Se o socorro médico estiver demorando, tranquilizar a vítima, mantendo-a calma sem demonstrar apreensão quanto ao seu estado. Permanecer em vigilância junto à vítima para dar-lhe segurança e para monitorar alterações em seu estado físico e de consciência.
Se a vítima não está consciente:
  • Colocá-la em posição lateralizada
  • Transportá-la imediatamente para hospital
  • Não tentar dar de beber à vítima
  • Não dar bebidas alcoólicas

 

Números de emergência:

SAMU-192
CORPO DE BOMBEIROS- 193
​POLÍCIA MILITAR-190

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