Ioga

Ioga
Nos últimos anos, a ioga vem sendo cada vez mais utilizada como terapia para ajudar a debelar determinadas queixas, em especial o estresse e os problemas com ele relacionados. Uma vez que age conjuntamente sobre o corpo e a mente, a ioga é recomendada para aliviar esses problemas. Diz-se que as doenças do coração e a asma são dois dos vários problemas que reagem à terapia da ioga.
Como um todo a ioga – a palavra significa “jugo” ou “união”, em sânscrito – é um sistema de treino espiritual, mental e físico que surgiu na India. Nos países ocidentais, o que melhor se conhece é o aspecto físico – as posturas (posições corporais) e os exercícios designados por hatha ioga -, mas, para os devotos, são igualmente importantes outros sistemas, como raja (que se concentra no controle da mente), jnana (que se concentra no intelecto e na compreensão), karma (ação moral) e bakti (aspecto piedoso). A filosofia da ioga acentua a influência da mente sobre o corpo e defende que o desenvolvimento mental e espiritual é necessário para reforçar os benefícios que os exercícios físicos podem trazer.
Os antigos mestres da ioga criaram algumas das posturas observando os movimentos dos animais, que parecem se mover e relaxar com muito maior eficiência do que os seres humanos. As posturas têm por objetivo a flexibilidade e o relaxamento controlado. Os movimentos são executados lentamente e as posições devem ser mantidas durante um ou mais minutos, para se tomar consciência do corpo e das suas tensões e padrões de comportamento. Não deve qualquer sensação de esforço nem exibição excessiva durante os exercícios de ioga. O essencial é uma tomada de consciência interior e concentrada.
A respiração desempenha um papel importante na ioga. Segundo a filosofia ioga, a respiração encarna o prana, ou força vital individual. Embora a respiração seja uma função inconsciente, pode ser conscientemente modificada – com efeitos sobre o bem-estar. A respiração reflete, também, os diversos estados emocionais, e por isso, a tomada de consciência e o controle dos padrões de respiração podem desempenhar um papel (importante) na criação de uma harmonia mental e emocional. Diversos exercícios de ioga podem ser executados para produzir diferentes níveis da respiração – do diafragma, da caixa torácica e do ombro.
Os professores de ioga consideram que qualquer pessoa com paciência e perseverança pode se beneficiar da prática da ioga. Desde que se tenha uma perspectiva realista das capacidades físicas, ela pode ser praticada desde a infância até uma idade muito avançada. A ioga não se destina só a pessoas ligadas à espiritualidade. Na verdade, os professores defendem que, quanto mais agitado se torna o dia-a-dia de uma pessoa, maior é a necessidade de algo que lhe dê uma calma compensatória.
Até muito recentemente, o papel da ioga no Ocidente era fundamentalmente o de promover a saúde do corpo e da mente, uma forma de medicina preventiva, e não uma terapia para problemas específicos. Há muito que ela é utilizada para ajudar aqueles que sofrem de tensão. Tanto as tensões físicas como as psicológicas traduzem-se muitas vezes em músculos tensos, que manter-se hipertônicos, em um estado de espasmo, durante o dia inteiro. Distender e relaxar os músculos dão à mente a capacidade de se libertar das preocupações e do estresse que estiveram na origem do espasmo muscular.  
Para aqueles que têm problemas de mobilidade e de postura corporal, os exercícios de ioga são muito benéficos, pois aumentam a flexibilidade da coluna e dos músculos das costas. Como a coluna é o condutor do sistema nervoso central junto do tronco e membros, o seu bem-estar relaciona-se intimamente com muitos movimentos reflexos e com o controle da dor. A ioga, também, contribui para manter saudáveis as articulações dos braços e das pernas e tem ajudado pessoas que tiveram poliomielite. É, ainda, especialmente, útil para pessoas cujos problemas resultam de um estilo de vida sedentário.
No âmbito terapêutico, a ioga tem sido especialmente utilizada para tratar problemas como dores nas costas, dores de cabeça, pressão arterial elevada e doenças cardíacas, asma e bronquite, histeria, acidez no estômago e tensão pré-menstrual.
Também tem sido experimentada em alguns casos de doenças crônicas, incluindo artrite reumatoide, esclerose múltipla e diabetes, paralisia cerebral, dificuldades de aprendizagem, osteoporose, depressão pós-puerperal e para preparar as grávidas para o parto.
Os progressos na ioga manifestam-se gradualmente através de um persistente desenvolvimento da flexibilidade, da força e da atitude mental. Para ajudar esse desenvolvimento, recomenda-se uma prática regular em casa, além da frequência às aulas. Utilizando o trabalho da aula como base, você pode planejar uma rotina para seguir em casa. Os exercícios que se seguem, apenas três entre as centenas de exercícios de ioga, poderão fazer parte dessa rotina caseira. Vista roupas largas e elásticas e faça os exercícios sobre um tapete espesso ou cobertor dobrado no chão de um cômodo quente e bem arejado.

Deite-se de barriga para baixo, com as pontas dos pés esticadas, os braços fletidos junto ao corpo e as palmas das mãos apoiadas no chão, junto aos ombros. Inspire, levantando a cabeça devagar e olhando para cima. Mantenha essa posição enquanto expira. Depois, volte a inspirar, levantando lentamente o peito o mais que puder, utilizando os músculos das costas e do abdômen, e não os dos braços. Expire.
Em seguida, inspirando o ar uma vez mais, arqueie as costas o máximo que puder, mas sem tirar o umbigo do chão; mantenha essa posição durante 2 ou 3 respirações normais. Depois, abaixe-se, endireitando as costas vértebra após vértebra, até voltar a ficar apoiado no chão. Descanse durante algum tempo com a cabeça virada para o lado.

Deite-se de costas, com as pernas juntas e os braços estendidos ao longo do corpo. Ao inspirar, levante as pernas até a posição vertical. Dobre os joelhos se for necessário e mantenha a parte inferior das costas junto ao chão. Fique nessa posição durante algum tempo.
Depois, ao expirar, continue o movimento das pernas, levando-as bem atrás da cabeça e desencostando a parte inferior das costas do chão. Coloque as mãos na parte inferior das costas, mantendo os ombros no chão para lhe darem um ponto de apoio. Ajuste o ângulo das pernas de modo a conseguir um equilíbrio fácil e descontraído. Descanse de 1 a 3 minutos respirando normalmente. Depois, baixe os braços, inspire e desfaça a posição lentamente.

Deite-se de costas, com as pernas juntas e os braços ao longo do corpo. Contraia todos os músculos, desde os dedos dos pés até a cabeça. Ao inspirar fundo, contraia primeiro os dedos dos pés, depois os pés, os tornozelos, a barriga das pernas, as rótulas, os músculos dos quadris. Ao expirar, contraia o abdome, feche os punhos, depois contraia a parte inferior dos braços, a seguir a superior e os ombros. Inspire fundo e contraia o peito, a garganta e o rosto. Contraia-se todo ainda mais e mantenha-se assim enquanto puder segurar a respiração, depois relaxe todos os músculos. Afaste as pernas e os braços com as palmas das mãos para cima. Descontraia todo o corpo, como se estivesse afundando no chão.

Ioga – o que se deve e o que não se deve fazer:  

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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